Pescadores da Vila Residencial conhecem proposta do Orla Sem Lixo

Proposta foi apresentada em reunião na sede da Associação de Moradores da Vila Residencial da UFRJ. Foto: Lorenzo Mello/Orla Sem Lixo

Pesquisadores do Orla Sem Lixo reuniram-se com pescadores para apresentar a proposta de construção colaborativa de uma solução para o problema do lixo flutuante na Baía de Guanabara. O encontro ocorreu na sede da Associação de Moradores da Vila Residencial da UFRJ (Amavila), no dia 21 de março.

O objetivo do encontro foi aproximar a comunidade pesqueira do desenvolvimento de uma solução participativa para coleta e transporte do lixo flutuante. A coordenadora do Orla Sem Lixo, Susana Vinzon, apresentou o modelo de funcionamento do projeto e convidou os pescadores a integrarem a iniciativa. “É um convite para os moradores da Vila Residencial, que tem essa habilidade da embarcação, da pesca, para ajudar na construção de alternativas”, afirmou.

Professora Susana Vinzon apresentando modo de funcionamento do projeto. Foto: Lorenzo Mello/Orla Sem Lixo

Representantes da comunidade, entre eles pescadores, ambientalistas e lideranças locais, relataram como a grande quantidade de lixo flutuante modifica a rotina de trabalho. Os resíduos, principalmente plásticos, obstruem o fluxo dos barcos na água e ocupam espaço nas redes. Os materiais, que também afetam os animais e a vegetação, dificultam as atividades de quem tem a pesca como principal fonte de renda. 

O professor de Psicologia Gustavo Melo, ligado à frente de Tecnologia Social, relatou a necessidade de elaboração de um diagnóstico para entender os problemas enfrentados pela comunidade. O trabalho servirá de base para pescadores e pesquisadores avançarem juntos na construção de uma solução que garanta geração de renda e qualidade ambiental. “Essa co-construção é mais potente para chegarmos nos objetivos que estamos mapeando no projeto”, avaliou Melo.

Para desenvolver uma solução viável e duradoura, o Orla Sem Lixo busca aliar o conhecimento técnico dos pesquisadores aos saberes locais da comunidade pesqueira. Os pescadores estão diariamente na Baía de Guanabara e têm uma perspectiva própria do problema do lixo flutuante, além de já terem presenciado iniciativas mal planejadas não atingirem os resultados previstos. Para troca dessas experiências, novos encontros serão realizados no decorrer do projeto.

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