Monitoramento do impacto do lixo sobre a comunidade de caranguejos é iniciado no manguezal da Enseada de Bom Jesus

Coordenada pelo professor e pesquisador Eduardo Almeida (DZoo/IB – UFRJ), foi iniciada no dia 27 de julho, mais uma etapa do monitoramento do impacto do lixo nos caranguejos do manguezal da enseada de Bom Jesus, na Ilha do Fundão. A atividade consistiu em retirar o lixo superficial de três áreas localizadas em diferentes níveis de inundação, cada uma com 9m².


Área A: local com frequência de inundação muito baixa. Pode-se observar o solo do manguezal recoberto por grande quantidade de lixo trazido durante as inundações provocadas pelas marés altas. Foto: Bruna Vasconcelos

Retirada do lixo da área B, equipe formada por colaboradores da comunidade local e por pesquisador do OSL. Foto: Leonardo Weiller

Retirada do lixo da área C, equipe formada por colaboradores da comunidade local. Foto: Leonardo Weiller

Os objetivos principais da limpeza dessas três áreas foram a caracterização e quantificação do lixo e o acompanhamento da recolonização dos espaços limpos pelos caranguejos e observar a dinâmica de retorno do lixo trazido pela maré. Segundo o Prof. Eduardo Almeida, áreas com mais lixo possuem menos caranguejos, pois o lixo recobre o solo do manguezal e impede que os caranguejos escavem suas tocas, impedindo também a alimentação e respiração. Assim, o estudo consiste em acompanhar se nessas áreas, após a ação de limpeza do solo do manguezal, ocorrerá o aumento no número e diversidade de caranguejos no local.  O lixo retirado em cada área foi separado por tipo e pesado. Após essa etapa, foi realizada a contagem de itens encontrados por tipo de resíduo, como brinquedos, calçados e tampinhas de garrafas, por exemplo. A ação contou com a colaboração de Branca, Kátia e Dinga, da comunidade local.

Na área A, o peso total de lixo recolhido foi de 15,57 kg; na área B, 17,74 Kg; e, por fim, na área C, o total de lixo recolhido foi de 23,21 Kg.

Peso total de lixo retirado nas três áreas (A, B e C). Destaca-se que a área C apresentou resíduos muito úmidos em virtude de sua alta frequência de inundação, por isso o peso total registrado foi maior. Elaboração: Carla Sabino

Os fragmentos de plástico duro não PET, as tampinhas de PETs e os cotonetes foram os tipos de resíduos mais numerosos. Os fragmentos de plástico duro não PET atingiu a maior quantidade na área A, 386 fragmentos, entre grandes e pequenos. Na área A, o número de tampinhas chegou a 200; enquanto na área B, 152; e área C, 156. A maior quantidade de cotonetes foi encontrada na área com A: 121 cotonetes. Copos de bebidas industrializadas, como mate e guaraná, também são tipos de resíduos bem frequentes. Foram encontrados 70 na área A; 31 na área B; e 35 na área C.

Registros curiosos foram os brinquedos e os isqueiros…Foram encontrados cerca de 30 brinquedos nas áreas A e B; enquanto na área C, 18.  O maior número de isqueiros encontrados foi na área B, chegando ao total de 28 isqueiros.

Quantidade de itens encontrados nas principais categorias de tipos de lixo nas três áreas (A, B e C). Elaboração: Carla Sabino

Confira mais imagens do lixo achado na enseada:

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